segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O que estou fazendo - out 2009


Estou meio sumido para uns e muito presente para outros. Para quem sente minha ausência, lá vai um balanço do que estou fazendo entre os meses de agosto e outubro do estranho ano de 2009:

* Estou em Mauá: voltei para essa cidade meio na surdina, para procurar emprego e voltar a morar na grande São Paulo. Estou com fone novo, quem quiser me peça que eu passo via e-mail, orkut, twitter, etc...

* Estou tentando escrever uma graphic novel: como gosto de histórias, resolvi escrever uma sobre Zumbis na cidade de São Paulo. Meio inspirado por Admirável Mundo Novo de Huxley, estou escrevendo essa história e o Sugoi na medida do impossível está fazendo a arte, se isso vai sair, é uma outra história...

* Estou procurando emprego: sim, nas áreas de Logística e PCP. Quero muito voltar a atuar nessas áreas e também voltar a estudar para entrar no mercado como professor. Por enquanto, estou na correria para conseguir algumas entrevistas.

* Sai da MPC: é estranho escrever isso: "sai da MPC", mas fiz isso para focar minhas energias e recursos para a atuação numa área onde eu tenha retorno fincanceiro. Preciso comprar comida né... Dependendo, essa saída da MPC é um até logo...

* Estou procurando uma comunidade cristã em SP: sou um cara como outro qualquer, portanto, sou um cafajeste...rs Procuro um grupo de pessoas que vivam uma experiência cristã comunitária e estejam dispostas a receber mais um pecador. Dia desses eu vou dar um pulo na CBM (acho que é isso), comunidade do meu amigo Rubão. Aceito indicações, desde que sejam para grupos de pessoas que saibam que são pecadoras e dependam de Jesus para viver, do contrário, não me convide nem por educação.

* Estou enchendo o saco do meu primo Tiago: com ele fechei os jogos Castlevania 3 e Battletoads, conheci o jogo do The Warriors (muito louco) e pensamos sobre soluções para o desemprego, economia, informática, a vida, o universo e tudo o mais...

* Fui no acampamento do JV/FLAM/ABUB: o que valeu a pena foi a presença do meu bro Esdras (sou muito grato a esse cara), a entrevista que fiz com o Paulinho do site irmaos.com, a palestra sobre vida digital do Gustavo Da Hora (foi dá hora meu), das preleções de Taís Machado (seria uma Nane contextualizada?) e Binja (a verdade da mentira da verdade já foi fruto de algumas reflexões minhas) e claro, da super entrevista que fiz com o Cal sobre piercings e suas curiosidades.

* Conversas com o China: outro bro. Os nossos diálogos tem sido muito reflexivos e claro, engraçados. Foram esses papos que me fizeram voltar a comer os lanches do Extra, mais baratos e com alguma sustança.

* Visita Dani e Diguinho + MPC SP: mais gente que eu amo. O pastel na frente do Pacaembu foi demais. Mais nossos diálogos e afetos sempre são o ponto alto dos nossos encontros. Acertei com a MPC SP um esquema para escrever mensalmente no Blog sobre personagens da história da Igreja. A primeira pessoa que será apresentada é o respeitável James Houston, um dos últimos grandes pensadores cristãos do século XX e discípulo de Jesus que muito me ensina.

* Visita Família Coutinho: olha aí, mais gente querida. E de quebra o Manu apareceu. É bacana ser cercado por gente bacana. Simples assim.

Mando um Salve para o Demétrius, a Cris e a Rebeka de Cerquilho, para o Sugoi de Mauá, o Germano de São Paulo, a Nana de Manaus e a Analice de João Pessoa.

domingo, 2 de agosto de 2009

A primeira impressão, o sofá, o gato, a coriza e adjacências


A sala estava repleta de sombras. As reformas realizadas no apartamento desativaram o sistema de iluminação da sala. Em “L” o sofá fofucho acompanhava uma bendita mesinha, que apoiava um arranjo floral de plástico. Um gato passeava no local, claro, se comportando como o dono do mesmo e naturalmente distribuindo o seu pêlo por onde passava.
Eram três pessoas sentadas no ambiente. A ocasião? Surreal. Rapaz de vinte e quatro anos visita namorada antes virtual agora real e tem o primeiro contato com a mãe desta, residente numa cidade quente, seca e fantasiosa. Naquele momento o objetivo do sujeito era simples: causar a melhor impressão possível.
Os três sentam no sofá e começam a desenvolver um diálogo. No inicio, trivial, conversando sobre a viagem, o clima da cidade, coisa e tal. Terminado isso, o silêncio pula na frente das pessoas, só não é tão constrangedor devido à falta de iluminação e a intervenção felina do gato branco, peludinho, que passeava pela sala não respeitando a presença física das pessoas, inclusive caminhando sobre pernas e braços. Nesse momento, uma estranha sensação de déjà vu assombra João; a mãe da menina é muito parecida com a mãe de uma ex-namorada, a dona Maria. Inusitado.
O rapaz com a garganta seca, antes de iniciar o seu discurso, pede um copo d água à namorada cujo apelido é Drika. Após o primeiro gole, colocou o copo na mesinha e ao inspirar percebe que o nariz recebeu justo naquele momento a visita de uma maldita coriza, numa fração de segundos ele recorda as palavras estúpidas de uma canção infantil entoadas pela Vovó Mafalda (algo assim: “ai meu nariz, ai meu nariz, ele se parece muito mais com um Chafariz!”). Mesmo assim, começa a discursar: “Então dona Ana, como você sabe conheci a sua filha na internet há alguns meses e depois de muitas conversas pelo e-mail (?), msn e telefone resolvemos namorar (nesse momento, uma pequena quantidade de muco transparente descia generosamente do nariz, discretamente, a mão esquerda toca o infeliz impedindo a gosminha de pingar na camiseta) e gostaria de saber se a senhora tem alguma recomendação, sei lá, queira falar alguma coisa sobre isso”.
Então dona Ana iniciou um breve relato sobre sua história, e claro, nesse período a cabeça do casal apenas balançava verticalmente e em alguns momentos horizontalmente intercalados por interjeições (oh!, mesmo?, caramba!, duro né?, etc.) e a mão esquerda juntamente com o nariz já estavam ficando melecados. Num dado momento, João pediu licença, foi apressadamente ao banheiro, lavou o nariz e as mãos, pegou uma quantia considerável de papel higiênico e retornou a sala sombria, que naquela ocasião estava lhe servindo de companheira para atingir aquele objetivo.
Ao retornar, afundou no sofá com direito ao ruído de pum emitido pela compressão do assento, sentiu a garganta seca e foi dar mais um gole no copo d água. Enquanto a água proporcionava a sensação de alívio na garganta, sentiu a presença de uma coisa estranha rapidamente identificada: pêlo de gato. Naturalmente engasgou, tossiu como um fumante em estágio final de vida e soltou uma bola de pelos da boca (brincadeirinha foram apenas alguns pelinhos).
Nesse momento, o cara já estava pouco se lixando com bons modos. O único pensamento que estava sentado em sua mente era de matar o maldito gato, e claro, “...tomar o maldito anti-alérgico, dormir e acordar no dia seguinte, que m#@x!”. Mesmo acudindo o rapaz, por alguma estranha razão, a dona Ana desejou maior interação com ele, e iniciou uma série de perguntas, do tipo “você mora lá a quanto tempo”, “o que fazem os seus pais”, “é formado em quê?”, “trabalha com o quê?”, “onde você estudou?”, etc.
Solicito mas aparentemente irritado, João foi respondendo as perguntas. Desejando estabelecer laços de afeição, fazia questão de iniciar as respostas com vários “então dona Ana”, entretanto, automaticamente trocava o “dona Ana” por “dona Maria”, sabe como é que é, herança do relacionamento (bem) passado. Depois de alguns momentos percebeu o ocorrido, mas, à francesa, apenas começou a fazer um grande esforço para não cometer a gafe. Sabe-se lá quantas vezes trocou os nomes, pois o nariz, a garganta, o ódio pelo gato e o cansaço da viagem começavam a alterar o seu comportamento.
Após terminar o diálogo, pegou suas roupas na mala, correu para o banheiro, tomou um banho intermitente (água fria e água quente, lembram da reforma?), se vestiu e passou um tempo, digamos, interessante com a namorada. Aquilo era só o começo do que estava por vir nos próximos dias.
Dias inusitados.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sobre o dia dos namorados: mini conto


De segunda a sexta-feira Rafael acordava às 06hs30min, pulava da cama, ia ao banheiro, tomava uma rápida ducha, escovava os dentes, utilizava o desodorante, borrifava duas vezes um perfume suave no pescoço, vestia sua roupa e literalmente, corria para o trabalho.
De casa para o trabalho levava uns 30 minutos, já que apenas precisava tomar um metrô entre as estações da Liberdade e Vila Mariana. E durante os poucos minutos na minhoca de metal avistava uma bela e simpática moça, que devido ao clima matutino de outono/inverno, sempre estava vestida com uma blusa preta com um cachecol vermelho enrolado no pescoço. Mas o que mais chamava a atenção do rapaz era o olhar compenetrado no livro que segurava firmemente numa das mãos, sendo que de tempos em tempos a outra mão ajeitava os óculos que teimavam em escorregar pelo delicado nariz levemente arrebitado da assídua leitora.
Quando estava hipnotizado observando tal figura, ouvia o sinal soar e o operador anunciar a estação da Vila Mariana como próxima parada. Era hora de voltar para o mundo real.
Sobre o trabalho de Rafael, nada direi. Não que o trabalho deixasse de moldar nosso personagem, mas o foco dessa breve história é o processo onde a curiosidade do menino o levou a conhecer a moça da leitura, termo cunhado pelo próprio.
Como a moça sempre estava no mesmo canto do vagão do metrô, dia após dia o cara foi se aproximando dela. Numa quinta-feira, por estar ao lado dela, percebeu que a garota lia Dom Casmurro escrito por Machado de Assis. Ele presumiu que ela já lera três quartos do livro ao observar as páginas presas pelo dedão esquerdo. No mesmo dia durante a noite, sem hesitar, ligou o computador e foi vasculhar no Google resumos sobre a obra de Assis. Rafael utilizou esse recurso por simplesmente ignorar o conteúdo do livro, apesar de já existirem filmes e até um seriado sobre o mesmo. Em todos os resumos que lera percebeu que uma das incógnitas da obra era a questão da traição ou não de Capitú em seu casamento com Bentinho, apesar do narrador da história apontar elementos que podem inclinar o leitor a crer na traição.
Na sexta-feira, ao entrar no vagão e se aproximar da moça da leitura, tomou coragem, e dirigiu as seguintes palavras para ela: Desculpe interromper sua leitura, mas gostaria de saber sua opinião, e então, Capitú traiu ou não Bentinho?
A moça surpresa dirigiu o olhar para Rafael e de maneira simpática respondeu: Olha, eu acho que não, acredito que o ciúme de Bentinho o fez ter essa impressão errada de Capitú. E você, qual a sua opinião?
Ele não contava com a resposta da menina e muito menos com essa pergunta, mas de maneira safa e com algum embaraço respondeu: Eu ainda não cheguei a uma conclusão.
Imediatamente a moça se surpreendeu: Sério!? Você é a primeira pessoa que eu conheço que fica em cima do muro nessa questão. Mas o que falta para você chegar a conclusão?
Só restou a Rafael soltar um: Bem..., então, tipo assim... quando de repente ouviu soar o sinal e anunciar a estação da Vila Mariana. Rapidamente disse a moça: Poxa vou ter que descer no próximo, que pena, bem na hora em que iria te explicar... Se você não se importar eu explico outro dia, claro, se for possível. A moça sorriu e balançou a cabeça de modo afirmativo. Então ele se despediu dela com um tchau e saiu corado do vagão.
Enquanto subia as escadas ele pensou como transmitiu uma péssima imagem para a moça, aliás, esqueceu até mesmo de perguntar qual era o seu nome. Em sua mente conversava consigo mesmo:
Eu ainda não cheguei a uma conclusão, droga, ela deve ter pensado que eu sou um idiota, mas pelo menos ela interagiu comigo, quem sabe outro dia? Mas e se ela me achou um desses malucos chatos que puxa conversa no metrô? E o nome dela, porque eu não perguntei, já que ela havia me dado atenção, tsc, tsc, tsc, quando vou aprender a ser objetivo? Quem sabe na segunda?
Ao chegar no escritório se recordou que aquela sexta era o dia dos namorados. Mesmo há alguns anos sem namorada sabe se lá porque, pelo menos, naquele dia foi dormir abraçado a uma ponta de esperança proporcionada pelas infinitas possibilidades que podem ocorrer no próximo encontro, mas antes, precisava ler mais sobre o enigmático livro de Assis para bolar uma boa explicação sobre não ter uma posição definida sobre a traição ou não de Capitú.

Imagem: Sugoi

domingo, 15 de março de 2009

Sobre a oração...


Muito se fala sobre a oração, seja sobre o seu poder ou simplesmente sua necessidade. Dentre as mais variadas vertentes sobre a oração, abracei aquela que me parece mais aproximada com a apresentação bíblica: a oração como instrumento de relacionamento com Jesus.
Soren Kierkegaard cunhou uma frase mais ou menos assim: a oração não muda a vontade de Deus, mas sim, a nossa. É muito possível que ele tenha observado Jesus Cristo pedindo ao Pai para fazer o que Ele desejava ao invés de sua vontade naquele exato momento.
Se você encara a Trindade como a comunidade de três pessoas, com identidades distintas, mas apenas uma única essência, uma união perfeita, descrita por Eugene Peterson pelo termo perichoresis que segundo o autor: “Perichoresis significa dança em grego... Imagine uma contradança folclórica de roda, com três participantes em cada grupo. A música começa e os três de mãos dadas, começam a se mover num círculo. Como um sinal do marcador, eles soltam as mãos, mudam a formação, vão de um lado para o outro. O ritmo acelera, os participantes movem-se com mais rapidez entretecendo-se uns com os outros, balançando e girando, segurando e soltando, aproximando-se e separando-se. Mas não há confusão, todos os movimentos são perfeitamente coordenados, seguindo ritmos precisos (são dançarinos experientes e hábeis!), e cada pessoa mantém sua própria identidade” (A maldição do Cristo Genérico, p. 59 e 60), então você provavelmente encara o Pai, o Filho e o Espírito Santo como um ser absoluto, ativo, pleno de conhecimento (afinal, ele criou o mesmo), que existe desde a eternidade e não está preso na linha do tempo.
Ás vezes penso: como conversar com um Ser tão grandioso como esse?
Como as minhas necessidades cotidianas de alimentação, movimentação, educação, relacionamento e tantas outras, como por exemplo, as abelhas que montaram uma colméia no telhado de casa e que oferecem perigo para qualquer um que ousar mexer nas telhas podem ser do interesse desse Ser?
Quando leio os evangelhos, fico embasbacado com Jesus puxando conversa com uma mulher samaritana, que na época, era vista como uma pessoa de má fama, ou simplesmente se auto convidar para uma refeição na casa de um fiscal da receita federal de Israel que na cara dura enriquecia com negociações extra-oficiais. Fora a paciência em ouvir os seus discípulos, de pedidos inescrupulosos do tipo: aí Jesus, deixa eu e meu irmão sermos os nº2 e 3 do Reino de Deus?
Sim, Ele nos ouve! Desde os nossos pedidos mesquinhos e egoístas, que destoam de seu caráter, até nossas confissões sinceras, pedidos de socorro e as lamentações por nossos erros, falhas ou a desgraça que inesperadamente nos abraça.
Quando converso com Jesus imagino que estou falando com um amigo de longa data, que está mais interessado em me ouvir, pensar no que falei e compartilhar comigo sua sensata observação sobre o que estou falando para Ele, me orientando a tomar decisões difíceis, mas acertadas e coerentes, de maneira que o seu amor por eu é evidente.
Por mais que tenhamos sonhos, planos e projetos, se entregamos nossas vidas nas mãos de Jesus, sendo guiados pelo Espírito Santo, só nos resta compartilharmos nossas vidas com Jesus e por fim, encerrar nossa conversa com a frase dura, mas libertadora que Ele mesmo ensinou: “... não seja feita a minha vontade, mas a tua.” (Evangelho de Lucas capítulo 22 versículos de 39 à 45).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Prestação de Contas

Cerquilho, 03 de fevereiro de 2009.
Esdras meu mano e MPC Mauá! Preciso compartilhar com vocês sobre como foi o treinamento e o ENO deste ano.
No treinamento fiquei encarregado de organizar os locais e fornecer suporte necessário para a realização de oficinas que abrangiam diversos assuntos, de trabalho em grupo à missão integral. Também fiquei encarregado da arrumação do auditório, do lançamento de notas na planilha de avaliação e da liderança de um pequeno grupo de adolescentes entre 16 e 17 anos.
Trabalhei bastante no treinamento, foi um momento de reordenar as idéias e ouvir coisas fantásticas como por exemplo, o funcionamento de grupos de trabalho para a execução de tarefas, muito útil.
No mesmo tive a oportunidade de varrer os corredores do auditório e refeitório e a escadaria com a pessoa que apresentou a MPC para mim na década de 90, o antigo líder da MPC São Paulo Wagner Glória. Junto com ele estou tecendo sonhos para um projeto com líderes de jovens no que se refere a transição de liderança, ou seja, o processo de passar o bastão.
Lá também conheci o Pr. K e sua esposa Cida, e talvez eu vá realizar algum trabalho com a juventude da Igreja Presbiteriana no retiro de carnaval deles.
Como líder de pequeno grupo pude ouvir alguns adolescentes e aconselhá-los no temor do Senhor.
A má notícia fica por conta da doença do Pr. Roberto Márcio (não sei ao certo se é um mioma), ele está realizando um tratamento forte e procurando doador de medula óssea, por favor, avise aos que são discípulos de Jesus para intercederem por ele.
Sobre o ENO (Encontro Nacional de Obreiros), foi uma reunião surpreendente. Nesse ano ficamos estudando o foco estratégico da MPC:
“A MPC trabalha em conjunto com igrejas locais e outros parceiros de visão, alcançando jovens em todos os lugares, para se tornarem seguidores de Jesus por toda a vida, que lideram através de um estilo de vida santo, com devoção pela Palavra de Deus e oração, paixão por compartilhar o amor de Cristo e compromisso com o envolvimento social”.
Além disso, pude apresentar uma rápida palestra sobre o preenchimento de relatórios e exortar os líderes da MPC a continuarem a celebrar ao Senhor através dos mesmos.
Algumas palestras me marcaram durante o ENO: a palestra ministrada pelo Pr. Ricardo Costa sobre a realização de devocional e meditação bíblica, a palestra de Breno Brilhante, Secretário Executivo Regional do Nordeste sobre a paixão pelos jovens que não conhecem a Jesus, a palestra do Pr. Ivênio dos Santos sobre a graça da Salvação e da Santificação e por último, a palestra do Pr. Ricardo Costa sobre o funcionamento do discipulado na época de Jesus.
Todas essas palestras e o testemunho dos participantes da Assembléia Geral da MPC Internacional realizada em setembro último na África do Sul, juntamente com as conversas com demais obreiros da MPC foram edificantes e me auxiliaram a olhar para Jesus numa outra perspectiva, mais esperançosa do que a minha própria.
Quero agradecer publicamente a MPC Mauá e ao Esdras por acreditarem em mim e investirem no ministério que tenho desenvolvido entre adolescentes e jovens ao me enviarem para o treinamento e o ENO 2009. Jesus usou vocês de maneira surpreendente!
Obrigado!
Fábio
P.S. não deixem de ver as fotos no meu orkut...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Prepare-se para ser surpreendido...

Isso mesmo!

A lição vêm do maravilhoso filme Dan in real life (Eu, meu irmão e a nossa namorada), com Steve Carell e Juliette Binoche no elenco e trilha sonora belíssima de Sondre Lerche.

Se você assiste How I Met Your Mother (seriado norte-americano) conhece Ted Mosby o arquiteto que pensa muito e planeja demais, pois é, sou muito parecido com ele nesse quesito. Entretanto planejar não significa necessariamente em encontrar soluções práticas e processos estáveis. A música nove luas dos Paralamas ilustra bem isso. Peso o tempo e o vento, analiso a economia, acompanho os desdobramentos e faço o meu planejamento, baseado na prudência, com calma e paciência. Lembro das aulas do meu professor de Logística Empresarial, o Ferrante, que sempre insistia com os alunos na necessidade de planejar. Segundo ele, o planejamento é necessário porque ele não será plenamente realizado, mas nos fornecerá idéias para solucionarmos as indesejáveis surpresas que teremos durante a execução do planejamento. Sábias palavras!

Nos planejamos para não sermos surpreendidos por coisas que consideramos indesejáveis, mas se o querido leitor for uma pessoa que já experimentou “o jeito engraçado da vida” (life is funny way) em lidar com a nossa história (definição extraída da Alanis Morissete em sua canção Ironic), saberá que as circunstâncias (chamo elas de tempo e vento) vão de alguma maneira nos pegar de calça curta. Seja o casamento perfeito que hoje está arruinado, o emprego maravilhoso que sugou nosso tempo, nosso ânimo e nossas energias ou a saúde que desapareceu e nos deixou repentinamente num leito de hospital público, enfim, essas coisas acontecem em nossas histórias, por mais vezes que tenhamos ouvido “feliz 2009!” de umas quinhentas pessoas. Aliás, essas coisas apenas acontecem com pessoas que vivem nesse planeta, não importando sua idade, gênero, condição social, religiosa, etc.

Não posso ser falso com você que lê o meu blog! Em 2009 coisas ruins acontecerão com você! E não caia na besteira de querer dar uma de contador no fim do ano, elencando as coisas boas e ruins como se fossem o Ativo e o Passivo de uma empresa e depois analisar se fechou o ano no azul ou no vermelho. A vida não funciona assim. Algumas coisas ruins acontecerão com você e elas podem tirar o seu ânimo de viver como um soco tira o ar do estômago e nos leva de joelho ao chão. Numa das poucas coisas que concordo com o filósofo alemão Nietsche é que o sofrimento tem o poder de nos aperfeiçoar, nos tornar pessoas melhores. Ele dói muito, mas nos deixa mais sensíveis quanto ao outro, mais fortes quanto as diversidades, mais humanos quanto a vida.

Sonhos frustrados não são uma tragédia. A tragédia é desistir de sonhar. A morte dos sonhos serve de adubo para a formação de outros. Você já pensou na quantidade de sonhos egoístas e mesquinhos que já teve? Já pensou no desastre que seria a realização de alguns sonhos? Pense nisso... A não realização de um sonho pode nos conduzir a sonhos não apenas belos, mas palpáveis, altruístas, que consideram a existência do outro. Sonhos que demandarão nosso esforço, nosso cansaço e até mesmo nosso aborrecimento, mas que sua concretização não apenas nos satisfaz, mas nos torna pessoas melhores por satisfazer a outros.

Mas 2009 não será apenas sombrio. Haverão momentos maravilhosos, que poderão ser vividos se nosso coração não estiver amargo, nossa mente estiver limpa, nossa perspectiva da vida estiver equilibrada. Portanto, prepare-se para ser surpreendido, pois a beleza da vida está em seu movimento, seja nas coisas tristes ou alegres, não perda a oportunidade de viver: chorar, sorrir, correr, respirar sentindo o ar, olhar para o céu, conversar com as pessoas e com Jesus, sentir a chuva, pegar uma gripe, sentir o perfume doce que paira no ar, sentir dor de cabeça, torcer para o seu time do coração, ouvir alguns nãos e também os sims.

Em 2009 se tiver que se preparar para alguma coisa, prepare-se para ser surpreendido!

Fábio - que teve um 2008 doído, frustrante mas que não deixou de apreciar os momentos incríveis...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Amor de perdição

É estranho quando vemos casos na tv como o de Eloá. Uma menina de 12 anos que começa a namorar um rapaz de 19 anos, que depois de 3 anos é assassinada pelo mesmo porque rompeu a relação com ele e começa a namorar com um terceiro.
O caso de Eloá não é isolado. Ele apenas é um de diversos desdobramentos relacionais de nossa época. Depois que a desgraça ocorreu, ficamos pensando no que deu errado. Muitos condenaram a mãe da menina por permitir o relacionamento da menina aos 12 anos, mas a situação não é tão simples como parece. O argumento da mãe sobre a permissão se baseou no já conhecido "se nós pais proibimos, então os filhos fazem escondido".
Todos nós somos responsáveis pela situação presente. Ou fomos compassivos com as mudanças ocorridas em nossa sociedade ou simplesmente nos calamos diante das mesmas. Leia-se "calamos" como a inércia de debater em nossos círculos sociais sobre tais mudanças, seus benefícios, malefícios e impactos presentes e/ou futuros que elas nos trazem. Dar "pitaco" em situações ocorridas com "outros" não se enquadram nesse escopo, e nunca na história da humanidade isso contribuiu com a reflexão e/ou aperfeiçoamento das relações humanas.
Sempre que um crime desse choca o país e há a existência do "clamor popular" ouvimos aquelas frases feitas do tipo: "Isso é falta de Deus", ou "Precisamos resgatar a moral", etc...
Na minha opinião, isso é um paliativo que utilizamos para aliviar nossa perplexidade e continuarmos nossa corriqueira jornada desprovida de reflexão, meditação, silêncio e compartilhamento de como estamos vendo o mundo atual com outras pessoas.
Um velho sábio poeta de uma sabedoria milenar certa vez escreveu: "não despertem nem provoquem o amor enquanto ele não o quiser". Antes que você, paciente leitor, se pergunte sobre o significado dessa pérola, apenas saiba que ela provém de uma época em que o pensamento humano compreendia que há um tempo específico para a implementação de decisões na vida, da mesma forma que há tempo específico, de acordo com as épocas que existem para se plantar, cultivar e colher.

Sabemos que uma mulher pode ter uma gestação a partir do momento que seus óvulos estão prontos para o processo, mas isso não significa que tão logo esse processo seja iniciado ela deve se dispor a maternidade. As pessoas não nascem prontas, todos nós estamos num processo de maturação. Provar de frutos verdes não é um ato saboroso ou prazeroso, é algo amargo, que tira todo o potencial que o sabor poderia alcançar caso amadurecesse no tempo devido.

A cada ano os relacionamentos amorosos entre pessoas tem se iniciado mais cedo e com um novo arranjo para a nossa época: os relacionamentos amorosos entre pessoas do mesmo sexo. Isso não é novidade dentro da história da humanidade, mas, me pergunto: Por que não olhamos para a história procurando os indícios sobre as culturas que possuíam essa prática e os motivos que levaram a implementá-la e depois abandoná-la? Acredito que isso nos ajudaria muito a encontrarmos parâmetros para discutir a situação atual.

Outras perguntas me incomodam:

· A relação sexual é o ápice da felicidade humana? A pessoa só pode se declarar feliz caso tenha uma vida de atividade sexual?

· Por que o sexo é encarado na atualidade como uma atividade equivalente a uma prática de entretenimento, como assistir um filme, praticar por diversão um esporte, etc?

· O ato de poder gerar uma nova vida é realmente algo valioso para nossa sociedade? Temos o devido respeito sobre gerar uma nova vida ou simplesmente a vemos como um processo que pode ser manipulado e totalmente reversível?

· O que relacionamentos como ficar, namorar, noivar e casar realmente significam para nossa sociedade como um todo? O problema está intrinsecamente nos arranjos criados ou comportamento humano atual diante deles?

· Devo consultar alguém, como meus pais, amigos, professores, antes de tomar decisões significativas sobre minha vida? Fico pensando o que poderia ter acontecido se Lindenberg procurasse um amigo e compartilha-se com ele o que estava planejando para “recuperar” o “amor” de Eloá.

· Como a polícia inglesa conseguiu diminuir e quase eliminar a comercialização de armas dentro da Inglaterra? O que nos impede de implementar isso no Brasil? Que outras soluções podemos encontrar para esse problema de nosso país?

· Quais são os procedimentos utilizados pelo o GATE em situações de seqüestro? Existe um diagrama processual de decisões passíveis de implementação quando esgotados as tentativas de negociação de libertação de reféns?

· Afinal, o que de fato representa essa palavra denominada amor?

Acredito que esses questionamentos nos ajudarão a iniciar um processo de reflexão e discussão dentro de nossos círculos sociais, desde que sejam encarados com franqueza e gerem respostas sinceras, por mais perturbadoras que sejam.

Fica aqui registrado a minha tristeza com o ocorrido com essas famílias de Santo André e meu desejo que sejam consoladas por Jesus Cristo através daqueles que os amam ou que se compadeçam com a dor gerada por essa tragédia.

Que ela apenas não alimente a necessidade de produzir notícias da imprensa e curiosidade da população brasileira, mas que sirva de lição, tanto para famílias, adolescentes desejosos de amadurecer precocemente desnecessariamente, amigos, professores e para a sofrida polícia brasileira.

Até o próximo post!

Fábio